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Os Antioxidantes e a Prática de Exercícios Físicos

by Karen Paula (2017-12-27)


Hoje vamos retomar a discussão falando sobre os antioxidantes e seu papel como método antienvelhecimento, só que nosso enfoque será voltado para os exercícios físicos. Existe uma contradição quando se relaciona essas duas coisas, que muita gente desconhece: A prática de exercícios físicos do programa pro ser saude aumenta a produção de radicais livres no organismo, causando um estresse oxidativo, mas ao mesmo tempo protege o corpo da oxidação indesejada!
Produção de espécies reativas do O2 e ações antioxidantes nas mitocôndrias.      Imagino o quão confuso você ficou... mas vou explicar tudinho! Quando realizamos exercícios físicos aumentamos a demanda de oxigênio para os músculos. Isso faz com que uma remessa muito grande de O2 circule pelas células, aumentando a chance da transferência de elétrons que ocorre no final da respiração celular dar errado, dando origem às espécies reativas do oxigênio. 
        Por isso, na prática de atividade física, principalmente a intensa, percebe-se um aumento na quantidade de radicais livres circulantes. Esse é o principal motivo de não ser recomendável ultrapassar 80% da frequência cardíaca nessas atividades, limitando a quantidade de oxigênio que entra no corpo. Além da formação de radicais livres pelo aumento da respiração celular, existem outras reações que são facilitadas nos exercícios físicos intensos. Por exemplo, o acúmulo de cálcio existente nas células musculares, no momento da atividade intensa, ativa enzimas proteases dependentes de cálcio, que usam oxigênio como aceptor final de elétrons, produzindo o radical superóxido (Via da Xantina Oxidase). 
           Há também a questão desse tipo de exercício ferir as fibras musculares, estimulando a concentração de células de defesa do sistema imunológico, que mediam reações que produzem radicais livres (neutrófilos reduzem oxigênio molecular via NAPH oxidase). Outro exemplo, é a alternância entre hipoxia e reoxigenação de tecidos, que faz com que, na volta da oxigenação, reduções monoeletrônicas convertam o oxigênio molecular em radicais superóxido.
          Contudo, observou-se também que, em pessoas que praticam atividades físicas regularmente, esse estresse oxidativo não acontece. Assim, cientistas formularam a seguinte explicação: o organismo foi se adaptando e aprimorando seus mecanismos de defesa contra oxidação nos músculos esqueléticos; isso foi reforçado pela constatação de que enzimas antioxidantes têm sua atividade aumentada em atletas.
           Logo, você acabou de descobrir mais um benefício da prática regular de exercício físico, além do óbvio bem-estar.